Banda de Música Municipal de Barroso

Barroso


Barroso, desde muito cedo, demonstrou seu apreço à música. Segundo documento construído por José Geraldo de Souza, Ex Presidente do Conselho Municipal de Cultura, a banda original foi criada por iniciativa do fazendeiro Joaquim de Souza Meireles, participante inconteste da vida política da cidade, que acabou se tornando uma figura patriarcal para o município. Joaquim Meireles, um português amante da cultura e entusiasta da música, contratou o Regente Antônio Francisco Mourão, natural de Lagoa Dourada, para ensinar música aos seus oito filhos e alguns parentes e para organizar, futuramente, a banda que se chamaria, primeiramente, Corporação Musical Barrosense, em 1895. Os ensaios da banda aconteciam no térreo da sede da Fazenda da Chácara, residência de Joaquim Meireles. Passados alguns anos, Arthur Napoleão de Souza, filho de Joaquim Meireles substituiu o antigo regente e foi o responsável pela banda por mais de cinqüenta anos. Uma observação interessante diz respeito à formação dessa banda. Segundo o Professor Antônio Marcos C. Maia, da época de formação até a década de 1940 os instrumentos da Banda eram basicamente os saxhorns com as suas variações de afinação. Quando, por motivos de saúde, passou o cargo para seu filho Geraldo Napoleão de Souza, este ficou à sua frente por mais de dez anos. Nesse período, a entidade mudou seu nome para Banda de Música de Sant’Ana, em homenagem à padroeira do povoado. Na direção da Banda Geraldo Napoleão criou uma orquestra que se apresentava em cerimônias especiais nas igrejas. Depois de Geraldo Napoleão, foram regentes da Banda os senhores João Evangelista Bernardes, Segundo de Paula, Tenente Carlos Dias, João Batista Marques, José Arcanjo, José Vicente de Brito Filho, Paulo Eustáquio do Nascimento e Aloísio de Assis. No fim da década de 1960, a Banda mudou sua denominação para Sociedade Musical Barrosense, por ter planos maiores, tais como, instalar uma grande escola de música e se tornar uma referência cultural para a cidade. Chegou a construir sua própria sede, com doações da população, e constituição jurídica com diretoria eleita por uma Assembléia Geral, formada pelos músicos. A sede, localizada à Rua Joaquim Ferreira, nº 240, Centro, era um prédio de dois pavimentos, com salas amplas e um auditório para apresentações. Entre 1971 e 1972 a Administração Municipal propôs a encampação de todo o conjunto e de seu patrimônio. A Assembléia Geral votou a favor do projeto de municipalização e, a instituição mudou a sua denominação para a atual Banda de Música Municipal de Barroso, ligada à Fundação de Educação e Cultura de Barroso, em Decreto-lei de 7 de maio de 1973. Permaneceram neste prédio até meados da década de 1970, quando a Banda perde sua sede e é transferida para um salão na Rodoviária Severino Pereira da Silva, onde se encontra até os dias de hoje. Logo após a desocupação da sede pela banda, ela sofreu intervenções para abrigar a Câmara Municipal de Barroso, como a construção de um tablado para instalar a mesa Diretora da Câmara. Atualmente, o edifício abriga a Secretaria Municipal de Educação, que fez novas intervenções para ajustá-lo às suas atividades, como incorporar uma área externa que servia de depósito ao prédio original. É nesse período de mudança estrutural para a Banda de Música, final do ano de 1969, que o Maestro José Vicente de Brito Filho, nascido aos 8 de outubro de 1931, natural do Piauí, assume a regência da Banda Municipal. Inicialmente, ele é contratado pela Prefeitura, em 1º de novembro de 1969 que, nunca tendo em seu quadro tal tipo de servidor, faz um contrato de sessenta dias, empregando-o na função de servente. O compositor fixa residência em Barroso. O segundo contrato ainda consta a mesma função e data de 11 de agosto de 1971, mas, já no terceiro, em 1972, em que sua validade é de 245 dias, consta a função de Professor de Música. Em seu último contrato, assinado em 8 de março de 1976, por tempo indeterminado, figura a função de Mestre-Regente. Em 1980, José Vicente de Brito Filho é afastado definitivamente de seu cargo, mudando-se do Município. É interessante ver como esse músico chega na cidade e consegue, aos poucos, se firmar como um grande mestre e compositor da região. Das dezesseis partituras tombadas, cinco pertencem ao Mestre José de Brito, e ainda há muitas outras que não foi possível analisar, devido à organização do acervo, que mostram a fluidez desse compositor, sua capacidade de realização e o carinho que alimentou pela cidade que o acolheu. O período em que o regente José de Brito esteve à frente da banda de Barroso, com certeza foi um dos períodos mais profícuos dessa instituição. Nessa época, a Banda viajou a convite de muitas outras cidades para participar de encontros. Segundo relato do Sr. José Arcanjo Tavares, umas das apresentações mais marcantes foi a realizada no município de Mutum. Eles ficaram quatro ou cinco dias participando de uma competição para escolher a banda que representaria Minas Gerais em um concurso nacional no Rio de Janeiro. A banda, com sua excelente apresentação, ficou em segundo lugar, perdendo somente para Rio Branco. A outra apresentação considerada marcante para o entrevistado, se deu em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade, quando tocaram para um dos governadores da década de 1970, mas que o depoente não conseguiu precisar. Atualmente a Banda de Música Municipal de Barroso é regida pelo maestro Aloísio de Assis, da cidade de Dores de Campos/MG.


FUNDAÇÃO

12/12/1895

FORMAÇÃO ATUAL

54 integrantes

GESTORES

Elaine Cristina Brandão Dantas

Evandro Luiz de Freitas

Aloisio de Assis

CONTATO

cultura@barroso.mg.gov.br

32 3351-3977

32 9118-1772